SCGÁS garante abastecimento de gás em SC apesar de impactos internacionais no setor

Florianópolis (SC)

A SCGÁS informou que segue monitorando os desdobramentos do cenário geopolítico internacional e os impactos no mercado de energia. Mesmo com o aumento da volatilidade e a pressão sobre os preços de commodities, a companhia afirma que não há risco de desabastecimento em Santa Catarina.

Segundo a empresa, o fornecimento de gás natural no estado é garantido por contratos firmes e de longo prazo, o que assegura regularidade na distribuição.

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Os conflitos internacionais têm gerado reflexos no mercado global de energia, influenciando as cotações do petróleo tipo Brent e do Henry Hub, referências para contratos de gás natural. Parte desses contratos é indexada a esses indicadores, o que faz com que variações externas sejam incorporadas gradualmente aos preços.

No Brasil, o comportamento também acompanha o mercado internacional. A principal atenção está na evolução dos preços, que impactam outros combustíveis, como gasolina, diesel e GLP. No entanto, o gás natural apresenta menor variação em comparação a esses energéticos, devido a mecanismos regulatórios e contratuais que diluem os reajustes ao longo do tempo.

Em Santa Catarina, os contratos de suprimento da SCGÁS preveem reajustes trimestrais, nos meses de fevereiro, maio, agosto e novembro. Os valores atuais permanecem estáveis até o final de abril. O repasse aos consumidores ocorre de forma semestral, em janeiro e julho, conforme regulamentação da Agência de Regulação de Serviços Públicos de Santa Catarina.

Outro fator apontado pela companhia é a diferença na logística de distribuição. Enquanto gasolina e diesel dependem do transporte rodoviário, o gás natural é distribuído por gasodutos, o que contribui para maior regularidade no abastecimento.

A empresa também destaca que parte da oferta de gás é nacional, com contratos de longo prazo. Já combustíveis como diesel e gasolina possuem maior dependência de importações, o que amplia a exposição às oscilações externas.

Dados da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis indicam que, na segunda semana de março, o litro do diesel chegou a R$ 6,45 e o da gasolina a R$ 6,44, com elevação nos dias seguintes. No caso do gás natural veicular, o preço médio está em torno de R$ 4,72 por metro cúbico, com menor frequência de reajustes.

A SCGÁS informa que segue avaliando contratos e estratégias, dentro das possibilidades regulatórias, para reduzir impactos e manter a previsibilidade no fornecimento aos consumidores.

 


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